quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Hoje vou trabalhar "melhor"



O meu querido vizinho trouxe-nos uma caixinha de medronhos do Fundão. Acho imensa graça  a estes pequenos gestos. Ele faz isso com um sentido muito didáctico. Acho que pensa que nós - gente que cresce na cidade - não sabemos o que são "estas coisas do campo" e ao longo do ano vai-nos trazendo pequenos mimos da sua terra. Ou senão, é somente porque é um vizinho querido e gosta de mimar a vizinhança.

Hoje trouxe estes para o trabalho... Como estão bem madurinhos, acho que pode vir a ser um dia "alegre"... Pelo sim, pelo não, vou comendo espaçados ao longo do dia...





My dear neighbor brought us a box of strawberries tree fruits from Fundão. I find these little gestures soo nice. He does this in a didactic way. I think he believes that we - people who grow up in the city - do not know what "these things from the countryside" are and throughout the year he brings us small stuffs from his land. Or else, it's only because he's a dear neighbor and likes to spoil the neighborhood.

Today I brought these to work ... As they are very mature, I think it can turn out it will  be a "happy" day ... Just in case I'm eating them one-by-one throughout the day ...




Mon cher voisin nous a apporté une boîte d'arbouse de Fundão. Je trouve ces gestes si gentils. Il le fait d'une manière très didactique. Je pense qu'il croit que nous - les gens qui vivent en ville - ne savons pas ce que "ces choses de la campagne" sont et tout au long de l'année il nous amène plusieur petites choses de chez son village. Ou bien, c'est seulement parce que c'est un voisin vraiment sympas qui aime gâter son voisinage.

Aujourd'hui, je les ai apporté au travail ... Comme ils sont très mûrs, je pense qu'il se peut que j'ai un jour bien "animé" ... En tout cas, je vais les manger un par un au long de la journée ...


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

O Boneco da estante #14

(For english scroll down - Pour français voir en bas)




Hum... Começo a desconfiar se o H não estará também a mexer no boneco... É que o "dab" é um gesto ao qual o I não liga nenhuma, mas que o H faz muitas vezes lá nas suas brincadeiras com os amigos. E o facto das pernas terem ficado quietas... não me parece nada do I.


(para quem é novo pelo estaminé, sugiro uma espreitadela aqui!)


Um ... I'm beginning to suspect that H is playing with the doll too ... The "dab" is a gesture that "I" does not care about at all, but that H does many times when he is with his friends. And the fact that the legs remain still ... it does not look like something done by "I".


(for those who are new arround here, I suggest a sneak peek here!)



Euh ... Je commence à soupçonner que H touche aussi à la poupée ... Le "dab" est un geste dont I ne me souci pas du tout, mais que H fait plusieurs fois quand il est avec ses amis. Et le fait que les jambes n'on pas l'air de bougées... ça ne ressemble pas à I.


(pour les nouvelles visites, je suggère un petit détour par ici!)




domingo, 12 de novembro de 2017

Finalmente no Outono!


Pelo menos na minha cabeça e coração. Acho que o São Martinho despertou o Outono em mim. Esta manhã apeteceu-me fazer o meu centro de mesa de Outono. Quem me segue há algum tempo sabe que tenho dois espíritos decorativos cá em casa - Outono e Verão - que se refletem no meu centro de mesa. 


Além de serem decorativos,  evocam também os momentos e os lugares de onde trouxe os elementos que os compõem ou as pessoas que me trouxeram alguns deles. 


As bolotas de eucalipto apanhadas em caminhadas com o I e o H. O ramo de zimbro trazido da zona do Fundão pelo meu vizinho para nos mostrar o que era zimbro. As castanhas apanhadas nas minhas caminhadas matinais com a minha amiga I. Outras coisas trazidas pela minha Mãe das suas caminhadas e viagens (quando vê uma que acha que não tenho, trá-la-ma).  Uma que eu trouxe agora dos Açores. É ter um pedaço de Natureza dentro de casa e todas estas memórias que me alegram os dias. 


segunda-feira, 6 de novembro de 2017

E se o nosso trabalho de sonho pudesse ser feito enquanto dormimos?



A maioria de nós coloca o seu telemóvel a carregar durante a noite. E se todos fizermos algo tão simples como pôr uma App a funcionar enquanto deixamos o telemóvel a carregar? E se isto permitir que investigadores para a cura do Cancro, que estão a trabalhar na Austrália, possam usar a capacidade de processamento dos nossos telemóveis (que são "mini" computadores) para trabalhar informação para chegar a conclusões nas suas investigações? E se pudermos dizer qual o volume de dados que podem usar? E se estivermos ligados em Wi-Fi e como tal nem temos quaisquer custos de dados consumidos?


Eu já instalei a App DreamLab e vou experimentar esta noite. Depois volto a dar novidades!

Parece-me realmente uma oportunidade de sonho para ajudar quem quer investigar algo tão importante e sabe que demoraria tempos infinitos para processar os dados necessários para chegar às suas conclusões. Parece que com muito pouco podemos ajudar muito.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Visita à Ofélia em S.Miguel e o regresso aos meus sketchings


Já mencionei que adoro viajar? Nem a previsão da visita do Furacão Ofélia à Ilha de São Miguel nos Açores me demoveu na minha primeira visita aos Açores. E ainda bem. Adorei São Miguel! Adorei os Açorianos. Gente muito simpática e genuína. Simples e francos. E a comida! Sempre me tinham dito que a comida na Madeira era muito melhor. Achei que era melhor, sim, mas não ao ponto de dizer que era muito melhor. Foi o que senti nestes dois dias na ilha. Foram dois dias intensos. Estou convencida que foi apenas a primeira de muitas idas aos Açores. 


Apanhamos logo o voo das 6 e tal da manhã que atrasou um pouco. Não consegui resistir aos tons do céu e comecei logo os meus rabiscos no avião.

Passámos o Sábado a fugir aos ventos da Ofélia. Assim que chegámos fomos deixar as coisas ao Hotel e passamos logo pelo Mercado. O resto do dia passeamos sobretudo de carro a ver as vistas. Conseguimos apanhar apenas com uns chuviscos aqui e ali ao longo do dia. 


Ao final do Sábado recolhemos ao Hotel para descansar um pouco antes do jantar, mas com esta vista não consegui resistir. Acabei de pintá-lo no dia seguinte.



Adoro faróis e apaixonei-me pelo Farol da Ferraria. Ali à beira mar no meio das ventanias da Ofélia, senti que tinha que retratá-lo. As canas da caneira estavam todas vergadas com as rajadas de vento e tive de apanhar o meu cabelo, sob o risco de ficar parecida com a Medusa. O Farol, ele, transmitia uma serenidade e uma calma, impassível à passagem da Ofélia.


Fiquei surpreendida com o Moinha das Feteiras. Ignorância minha, não conhecia o formato dos moinhos em São Miguel. Ou até conhecia e não me lembrar, pois imagino que deverá estar retratado num selo qualquer  de Portugal da minha colecção (não imagino não ter sido retratado num selo...). Integrado num Turismo Rural, está com aspecto de estar muito bem cuidado. Ainda contornei o muro na esperança de ver se conseguia entrar no Turismo Rural, mas estava tudo fechado. 

Tive um atraso de 5 horas no voo de regresso, o que foi óptimo, pois tendo sido previamente avisada das 3 primeiras, conseguimos gozar São Miguel até quase final da tarde, e, já no aeroporto e a bordo do avião, acabei de pintar os meus sketchs. 

Tenho de partilhar convosco um episódio muito engraçado. No átrio, à frente da porta de embarque, tinha uma senhora sentada ao meu lado que acabou por ficar no lugar ao lado do meu no avião. Quando, momentos antes de aterrar, guardei o meu kit de sketching, ela pôs-se comigo de forma muito educada e perguntou se estes desenhos eram pessoais ou se eu os expunha publicamente. Respondi-lhe que sim, eram pessoais e só os mostrava em privado. Ao que a Sra. de forma muito simpática disse que era uma pena, que mereciam ser expostos. Disse que adorava São Miguel e que revia a magia de São Miguel perfeitamente nos meus desenhos. Acabou por agradecer-me o privilégio de a ter deixado ver-me pintar. Que simpatia! Realmente a reacção das pessoas aos nossos desenhos é tão variada, mas normalmente sempre bastante agradável.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Manjares do meu Amor #05


Linguini de tinta de choco e 
Lombinho de Porco com especiarias e molho de cogumelos, cebola e pimento vermelho


Adorei! Os miúdos também, depois de afastar qualquer resquício de cogumelos, cebola e pimento para a beira do prato. Mas o sabor fica lá e com o tempo deixarão de fazer estas separações (pelo menos algumas, que euzinha também puxo o pimento para a beira do prato).

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Boneco da estante #13




Pelos vistos o I achou que o Boneco estivesse cansado e baixou-lhe as pernas. Os braços ficaram iguais.





Apparently "I" thought the Doll was tired and lowered its legs. The arms remained in the same position.





On dirait que I pensait que la poupée était fatigué et a baissé les jambes. Les bras sont demeurés inchangés.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Mãe Do(lo)res, mas confortável!


Na senda da minha vida de Mãe Do(lo)res e de querer assegurar o meu conforto nas manhãs domingueiras (como já perceberam pelo meu último post - Click aqui!), já andava ao tempo a pensar que tinha de arranjar uma almofadinha para ajudar a pelo menos cortar o frio das usuais bancadas de betão.   
    
Na semana passada pus-me a caminho, sem saber muito bem qual o formato e tamanho da almofada. Quando comecei a escolher o material a usar pensei reaproveitar pedaços de ganga (gostei muito deste projecto com gangas - click aqui!) adoptando um modelo de mini quilt. Para o tecido de cima decidi usar um tecido rosa que já tenho há imenso tempo que tem um num dos seus detalhes um pássaro que sempre achei muito giro e que me custava retalhar. Quando comecei a pensar em que material usar para o interior começaram a surgir as dúvidas - usar enchimento? Ou um pedaço de uma manta? O quê? Queria algo que fosse impermeável para os dias em que as bancadas estejam molhadas. Estava a olhar para a minha estante de tecidos para reciclar, quando dou com os olhos numa mochila que lá está para reaproveitar algumas das suas componentes (já usei um dos seus fechos para fazer umas almofadas - click aqui!). Decidi aproveitar as costas almofadadas e, partindo daí, ficou definido o formato da almofada.


Quando percebi que iria ter este formato achei que seria interessante utilizar uma fita de viés rosa que lá tinha sem destino.


Quando quis unir as diferentes camadas surgiram novas dúvidas - riscas paralelas? horizontais? verticais? ao acaso? Depois pensei em delinear algumas das linhas do pássaro para assim lhe dar mais destaque. Não é que gostei do resultado. Ainda não a estreei, mas o próximo Domingo está mesmo aí!

Ah!! E o I já perguntou como é que vai ser a dele... 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

I - O que quero ser quando for grande...

O I há pouco tempo disse que quando for grande quer ser jogador de futebol, desenhador de jogos e cozinheiro. É um leque variado de escolhas, para abrir várias portas. Há muito que apregoava a primeira opção - que costumava ser intransigentemente a única -, as outras duas foram novidades. Acho que ambas fazem perfeitamente sentido para o perfil e para os seus gostos actuais. Mas até lá chegar tudo pode mudar - irá com certeza mudar...

No entanto, é engraçado ver que sendo um recém chegado ao Instagram, mais de metade das fotos são de comida :) Aliás, ultimamente serve-nos de medida para saber o quão satisfeito está com o que lhe servimos para comer. Quando fica muito contente com a ementa pede logo autorização para se levantar e ir buscar o telemóvel para "tirar uma foto para o Instagram". 

Algumas das fotos dele:

Gaufre com fio de mel e acuçar em pó, ao lanche 


 Escalopes de novilho com ovo cozido a cavalo, com massa e queijo ralado, com molho cocktail


 Versão infantil deste prato (Click aqui!)


Bacon com omelete para o pequeno almoço 


Pizza Marguerita caseira com extra Mozzarella



quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Manjares do meu Amor #04


Lombinho de Salmão grelhado com Linguinni de tinta de choco com Natas e  Croutons de Broa.


A diferença entre os meus cozinhados e os do meu maridão é que eu teria grelhado o salmão, cozido o linguinni e pronto. Até poderia empratar bonitinho, mas muito provavelmente sem natas, nada de croutons e nada de cebolinho.

É a diferença entre ser cozinheira ou ser chefe... entre ter de por o jantar na mesa ou ter um momento de descontracção a fazer o jantar.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

O Boneco da estante #12



O Boneco voltou à vida! Durante o fim-de-semana, o I atacou de novo. 



The Doll came back to life! During the weekend, "I" attacked again.




La poupée est revenue à la vie! Pendant le week-end, I a attaqué à nouveau.


domingo, 8 de outubro de 2017

Manjares do meu Amor #03


Agnolotti alla carne com molho de queijo e salada de alface, dióspiro e noz.


Uma delícia e uma forma espectacular de nos recordarmos de Itália. Esta é uma das massas que trouxemos. No aeroporto de Malpenza há uma loja que vende toda a qualidade e feitio de massas. Cada um de nós escolheu um pacote de massa para trazermos. Esta foi a primeira que fizemos. 

sábado, 7 de outubro de 2017

Uma das vantagens de ser Mãe Do(lo)res...


...É que andar a reboque nos jogos do H não seja só dor(es) por ficar sem os meus Domingos de manhã... Também me obriga a passear e a ter tempo que posso dedicar a desenhar. Quando o H não está em campo, claro!!

Bloco pequeno


Houve muitos jogos em que me esqueci de levar o meu kit de sketching. Quero ver se este ano o levo para todos os jogos.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Fim-de-semana em Terena


Num fim-de-semana com uns amigos, em Terena, perto do Alendroal, ainda consegui no meio das correrias sentar-me no pátio da herdade e desenhar part de uma das casas.

bloco pequeno

Já de regresso a casa fomos visitar Reguengos de Monsaraz e tivemos que estar um tempão a espera de mesa para almoçar no único sítio (já estavamos a desesperar...) que disse que nos conseguia arranjar uma mesa. Como vi que a coisa estava para demorar sentei-me a fazer mais um desenho.

bloco grande

A beleza deste desenho foi que tive de conseguir deixar espaço ao branco, sem que parecesse que tinha ficado a meio da pintura. É ir adicionando detalhes até que de repente já está. Parece todo pintado.