quinta-feira, 19 de abril de 2018

Repetições das boas


Ontem cheguei a casa e fui fazer o jantar. Foi peixe no forno e quando acendi o forno veio-me logo a vontade de fazer um bolo. O H já me tinha pedido por duas vezes se não podia voltar a fazer este bolo que ele (pelos vistos) adorou mesmo.
Colocado o pirex no forno, depois de dar uma limpeza e arrumação no balcão da cozinham, toca a fazer o bolo em modo acelerado, numa versão muito minha do que é o Slow Living :)



Ainda estava eu a tirá-lo da forno e já estavam de volta de mim a pedir para eu o desenformar. Acho que ainda não tinha pousado a forma no balcão e já estavam de faca em riste a cortar o bolo. Eu a querer explicar que se se corta logo o bolo, o calor faz evaporar a humidade do bolo e este seca mais depressa. Mas depois olhei para a cena e pensei: "Para quê chatear-me se me parece que este bolo não vai ter tempo de secar...". O I esta manhã estava a olhar para a malta a servir-se do bolo, olhou para mim e disse: "Eu gostava de gostar tanto deste bolo como vocês... Não consigo perceber...". Ahahaha, é que o I não gosta de canela e não consegue perceber tanto entusiasmo de volta de um bolo. Tenho de experimentar fazer sem canela para ver se ele gosta.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Mais uma experiência na minha Slow Cooker - Entrecosto com molho asiático


  

Quando se tem um rapaz que joga futebol todos os Domingos de manhã, há que deixar o almoço a fazer sem a nossa presença para quando voltarmos todos famintos para almoçar tenhamos algo a nossa espera. 

É nestes dias que acho que a Slow Cooker é a minha melhor amiga (e que fico tãooo agradecida à minha manazita pela sua providencial prenda!).



  

Ingredientes:

2 colheres de sopa de óleo de sésame (eu usei azeite)
2 colheres de sopa de gengibre fresco ralado
1 dente de alho picadinho
1/2 cup de açucar mascavado (eu aqui reduzi e só pus 1/4)
2 colheres de sobremesa de massa pimentão
1 malagueta
1/2 cup de molho de soja com pouco sal
1/4 cup de vinagre de arroz
1/4 cup de mel
2 entrecostos cortados a meio ao alto (para a próxima experimento com 4 entrecostos inteiros, pois comeu-se tudo num ápice e já percebi que cabe na Slow Cooker)
Sal e pimenta
Sementes de sésame e cebolinho para decorar (acabei por me esquecer desta parte... mas acho que deverá ficar óptimo)

1 a 2 colheres de sopa de maizena (amido de milho) para engrossar o molho antes de servir.

Instruções:

Temperar as peças de entrecosto com o sal e a pimenta de ambos os lados e colocá-las na slow cooker. Misturar muito bem os restantes ingredientes, menos a maizena, as sementes e o cebolinho, e regar todo o entrecosto. (tenham cuidado para a malagueta ficar no molho no fundo da Slow Cooker e não em cima do entrecosto para se difundir melhor o sabor no molho).
Cozinhar em low por 4h30 a 5h ou em High por 3h.

Retire o entrecosto. Dilua 1 colher de sopa de maizena num pouco de água e junte ao molho. Ligue a Slow Cooker em High e mexa ocasionalmente até o molho engrossar. Se necessário junte mais 1 colher de sopa de maizena diluída num pouco de água. (Saltei a parte de engrossar o molho e não ficou grosso e pegajoso como é suposto nesta receita. Mas o molho estava óptimo!). Servir o molho por cima do entrecosto e salpicar com as sementes de sésame e o cebolinho. Ou se tiverem crianças esquisitas como o I, levar à mesa as sementes e o cebolinho picado numas tigelinhas e cada um se serve como gostar. 


  
Para acompanhar pode fazer-se um arroz basmati ou um puré, e uma grande salada.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Visita à Praia do Carvoeiro


Nas férias da Páscoa estivemos com uns amigos uns dias no Algarve. Tivemos a sorte de poder passar duas tardes na praia para os miúdos matarem saudades, com direito a um banho numa das tardes. Os restantes dias estivemos no passeio. Um dos sítios que fomos visitar foi a Praia do Carvoeiro e não pude resistir a fazer um sketch para registar o momento.



Apesar de termos temido irmos apanhar chuva, o que no algarve limita grandemente actividades de férias, acabámos por ter imensa sorte e o pouco que chuviscou apanhou-nos na hora das refeições ou durante a noite. Ou seja, nem um pinguinho nos atrapalhou.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Luta (ou teimosia) de Titãs


O I tem uma personalidade muito forte, decidida, a frisar a teimosia, o que o leva a fazer o que lhe apetece apesar das minhas indicações (ordens) em contrário. Não são coisas muito graves e preocupantes, mas são aqueles pequenos detalhes que moêm t-o-d-o-s os dias. 
Eu, por minha vez, levo muito a sério esta coisa de educar filhos e de mantê-los no caminho certo em todas as latitudes. 
Ontem eu estava naqueles dias com a paciência no limite, após ter conseguido à justa travar uma enxaqueca à tarde, e decidi que não ia deixar passar aquelas embirrices típicas de final de dia. Digamos que o caminho para casa foi uma sucessão de pedidos e exigências algo intransigentes do I, com as minhas respectivas negas e sermões. Cheguei ao ponto em que cada passo mal dado, e com a reacção não desejada à minha chamada de atenção, resultou em "5-minutos-a-pensar-no-assunto", que somados chegaram a 15 minutos sentados à chegada a casa com um caderno para escrever as razões dos sucessivos castigos e o que deveria ter sido o comportamento correcto em cada uma delas - ou seja, pedia-se um mea culpa. 
O I sentou-se e não saiu do sítio, mas moeu-me o juízo com queixas e argumentações. Estava a iniciar os preparativos para o jantar, mas parei, inspirei fundo e juntei-me a ele - íamos ter uma conversa séria. O jantar ia ter de esperar. Foram 35 minutos (aiii!!!!), sim, 35 minutos a controlar-me ao máximo, com o I a passar por todas aquelas fases lindas do grito, do choro, da lamuria do coitadinho, das críticas ao "monstro-de-mãe" que tem. Digo-vos que foi preciso um autocontrole daqueles, colocar em prática todos os tipos de respirações possíveis e imaginárias, contar até 10 muitas vezes. Mas tinha uma ladainha na minha cabeça (e sobretudo no coração) em loop: "É mesmo isto que uma Mãe tem o dever de fazer. Tem de contrariar, tem de educar, mesmo quando doí, quando a criança parece não estar a perceber e quando parecemos aos olhos dos nossos filhos os seres mais odiosos do mundo. Vou ter de levar isto até ao fim.". No final ele foi a correr fazer os TPC e eu fui fazer o jantar. O resto da noite foi muito pacífica, mas eu fiquei com os nervos em franja, desgastada. Mas quando fui deitar o I e trocámos beijinhos e abraços tive direito a um abraço mais demorado e apertado com um desculpa no final e um olhar que vale todos os mea culpa do mundo. Agradeci, reforcei que é normal de vez em quando termos conversas daquelas para nos entendermos, que é assim que ele aprende a crescer para ser uma pessoa melhor - o que todos queremos que ele seja. E que eu tenho a certeza que ele tinha crescido naquele dia. Mais um abraço, mais um beijinho e eu saí do quarto dele já com o coração leve, o desgaste diluído naquele momento de doçura e com a certeza que a minha ladainha é a correcta e fica cada vez mais enraizada no meu coração.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

O Boneco da estante #22





Mexeu novamente!

Diria que vai a fugir do monstro verde...





It stirred again!

I would say that it's running away from the green monster...




Il bouge à nouveau!

Je dirai qu'il s'enfui du monstre vert...

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Bolo de maçã, noz e canela




No fim-de-semana em que voltei de férias da Páscoa apeteceu-me fazer um bolo e como ainda tinha tangerinas e clementinas no meu frigorífico e adorámos este bolo (clic aqui!) comecei a por a parafernália toda na bancada da cozinha. 
Estava toda lançada quando me apercebo que não tinha iogurte em casa. Após ultrapassar o "choque" de não conseguir fazer o meu bolo do momento comecei à procura de um bolo parecido sem iogurte. Deu para perceber que todos os bolos parecidos que tenho no meu livro de receitas têm iogurte... Mas estava mesmo decidida a fazer um bolo. Lembrei-me então de um que fazia muito em casa dos meus pais, cuja receita se extraviou - o bolo de noz e canela. Fiz uma busca na net e decidi-me por uma receita que me pareceu muito semelhante à que eu fazia, mas com maçã. Com um sorriso na cara novamente, lá fui fazer o meu bolito. Ficou óptimo! Foi aprovadíssimo pelos gulosos lá de casa. O I que não gosta de canela nem quis provar, mas ele não é (ainda) muito dado a bolos. É um bolo óptimo para acompanhar um chá e para mandar para os lanches. Mais um sucesso que registei no meu livro de receitas. 



Bolo de maçã, noz e canela

Ingredientes:

300 gr de farinha
150 gr de açúcar branco
150 gr de açúcar amarelo
2 colheres (chá) de fermento para bolo

6 ovos
150 ml de óleo de girasol
1 cálice de vinho do Porto
2 colheres (chá) de canela moída

150 gr de maçã descascada e em cubos não muito grandes
150 gr de nozes partidas


Na batedeira misturar os secos. Numa tigela grande à parte bater os ovos, o óleo e o vinho do Porto com a vara de arames e misturar a canela. Juntar ao secos e bater bem.

Acrescentar a maçã em cubos e as nozes partidas à massa obtida e envolver tudo (não bater!). 

Levar ao forno pré-aquecido, a 170ºC, em forma de buraco de 30cm diâmetro, untada com margarida e farinha.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

A vida não deve ser vista como uma caminhada para um fim


Pois, não vos vou falar sobre a morte, como fim de vida. O propósito deste post não é esse. Até está relacionado, mas não é o ponto fulcral. Venho vos deixar aqui um link para um pequeno vídeo que em 4 minutitos relativiza a forma como se encara a vida - deve ser vista como uma jornada? Como um meio para atingir um fim? 

Viver não é difícil, difícil é saber viver

É saber como viver e para que viver. Não é assim tão simples como apresentado neste video, ... ou será?

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Metade de uma vida


Ontem, além do Dia das Mentiras, foi o aniversario da minha entrada na vida profissional. Aquela data em que deixamos de ter férias de três meses, temos a alegria de receber um cheque ao final do mês (na altura nem sonhamos na responsabilidade acrescida que vem com esse primeiro cheque). Mas a razão para eu estar a partilhar esta data convosco é que percebi ontem que atingi aquele marco histórico em que estive empregada metade da minha vida. DEUS!

SIM, tenho precisamente o mesmo tempo de "Empregada" do que tenho de "somente-jovem-inconsciente". E hoje pensei que poderei ter à minha frente aproximadamente o mesmo número de anos até chegar à reforma (assim haja trabalho e não continuem a protelar a data de entrada na reforma...). Em todos estes raciocínios, felizmente, não estão presentes sentimentos de frustração ou tristeza. Apercebo-me que são apenas constatações de factos históricos e referências temporais da minha história. E é bom. Tenho a sorte de nunca ter tido até à data preocupações com a minha vida profissional. Foi sempre muito estável e fora algumas pecuinhices sinto que tenho a enorme sorte de gostar do que faço (obrigada, Deus!). Claro que hoje quando voltava para o trabalho vinha com aquele sentimento de que gostaria de ter ficado mais um (vá só mais um) dia de férias. Sobretudo, porque os meus pimpolhos só voltam amanhã para a escola. 

terça-feira, 20 de março de 2018

Boas vindas, Primavera!



Continua a brindar-nos com a renovação anual de cores e cheiros que alegram os nossos dias e nos relembram que após todos os períodos mais sombrios e frios surgem sempre renasceres.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Parabéns, Sofia!



Quando se vê uma pimpolha, que vimos nascer, voar tão alto dá-nos cá um nó na garganta e assoma uma lagrimazinha de orgulho ao canto do olho.

É o culminar de muitas e muitas horas de dedicação, empenho e força de vontade.

Parabéns à Sofia e também ao restante grupo da AcroTeam. Aquele botão dourado da Cuca Roseta foi uma emoção!

Vejam aqui a actuação

quinta-feira, 8 de março de 2018

Manjares do meu Amor #07


Quando dizes que vais comer "qualquer coisa" para o almoço porque estás sem vontade de comer nada e só queres despachar essa necessidade fisiológica para te dedicares a outras coisas e te aparece com este prato para ter a certeza que não comes "porcarias". 

Pelo Dia da Mulher!

Porque ainda há muito caminho a caminhar. Porque apesar de todas as questões de igualdade que se advogam no nosso país, na realidade ainda estamos tão longe dos 100% de igualdade. Alguma vez se conseguirá equilibrar a balança? Alguns dizem que é difícil diferenciar o cavalheirismo do machismo. Outros dirão que as próprias mulheres induzem a diferença. O próprio Dia da Mulher ofende algumas mulheres. Pessoalmente gosto muito de ser Mulher. Há algo que nos distingue dos homens e eu gosto muito do lado bom de "esse algo". Mas só disso. Da nossa sensibilidade. Da capacidade de abarcar este mundo e o outro em tudo o que fazemos. De querer fazer tudo ao mesmo tempo. De, apesar da nossa aparente fragilidade, termos forças que desenterramos, não sabemos de onde, nos momentos mais difíceis que se nos deparam ao longo da vida. Não somos melhores, nem piores. Somos diferentes. Como género, mas muito para além disso como pessoas. Daí não nos devermos deixar cair em generalizações e devermos acima de tudo aprender a olhar para o outro como Pessoa. Com tudo o que a Pessoa nos pode trazer de bom. Potenciar as suas vantagens. E esquecer se é homem ou mulher. Conseguir esquecer isso e tratá-lo como igual. É difícil. Mas estamos cada vez mais perto... Continuemos a caminhar. 

Post de 2016 que ainda faz todo o sentido para mim.

terça-feira, 6 de março de 2018

A ti, Gabo!


Hoje é o 91º aniversário de Gabriel García Márquez - um dos meu escritores preferidos. Lembrou-me esta efeméride este muito bem conseguido doodle da Google.






"Aprendi que um homem só tem o direito 
de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se"
Gabriel García Márquez

sábado, 3 de março de 2018

Das coincidências da vida que quase te fazem acreditar em "coisas"

Há coincidências daquelas que quase nos fazem acreditar em "coisas"... Forças misteriosas... Tenho um amigo no trabalho que acha que eu curo quase tudo com mel. Diz que tenho uma faceta curandeira. Ontem estava a contar-lhe que já percebi de onde é que me vem esta faceta e que me tinha lembrado dele há uns dias. Tudo aconteceu quando o meu Pai me contou que tem um amigo que estava com um problema grave numa perna. Tinha uma zona da pele por baixo de um joelho que começou a ficar muito seca, vermelha, com sinais claros de estar infectada e já estava a iniciar a abertura de rachas. Andava a ser tratado há sumas semanas pelo um médico e com tratamentos quase diários feitos enfermeiras e não estava a querer melhorar. O meu Pai disse que lhe ia preparar uma pomada para aplicar e ajudar a restaurar a pele. O que o meu Pai fez foi comprar uma lata de creme nívea, tirou metade, preencheu o resto da embalagem com mel e 1 colher de sobremesa de azeite. Acho que ainda juntou um terceiro ingrediente do qual já não me lembro... Parece que o Sr aplicou de sexta para sábado e durante o resto do fim-de-semana umas 4 a 5 vezes por dia. No Domingo ligou ao meu Pai espantado e bastante agradecido, pois a vermelhidão e o calor já tinham desaparecido e a pele estava bem melhor. Estava eu a contar-lhe esta história, e a concluir que devem ser os genes do meu Pai que me fazem usar o mel para tudo, quando o meu amigo faz um grande sorriso, dizendo: "Vocês têm é genes de bruxos! Estás a contar-me isso e eu por acaso tenho uma dor num joelho, com a pele também com mau aspecto e... ( tira uma embalagem das pequenas de Nivea do bolso do casaco)... tenho Nivea no bolso. Está visto que esta noite vou fazer o creme do teu Pai!". Ficámos os dois a rir durante um bocado. Não é uma coincidência do caraças!?