segunda-feira, 24 de julho de 2017

A minha (ou já não) colecção de cactos


Sempre tive uma certa tendência para coleccionar coisas. Foram latas de bebidas, caixas de fósforos, portas-chaves, patos, etc... Foram horas da minha adolescência ocupadas na catalogação, organização e nalgumas das colecções muitas passadas nas trocas entre amigos. Ainda tenho de elefantes, selos e livros... Nessa coisa das colecções houve uma altura em que comecei a comprar uns cactos nuns vasos pequenos por 100/150 Escudos. Foram-se espalhando pelos peitoris das janelas da casa dos meus pais. Eram de todas as formas e feitios, mais picos, menos picos. Com flores, que deram flor, que nunca deram flor...
Naturalmente quando saí de casa deixei-os lá. Muitos deles anda lá continuam mais de 20 anos depois. Este fim-de-semana andei a revisitá-los e tirei umas fotos dos que estavam na cozinha. Muitos deles foram entretanto para vasos maiores para a rua. No próximo fim-de-semana, vou ver se os encontro e se tiro mais umas fotos.





quinta-feira, 20 de julho de 2017

A "imensa" produção da nossa horta!


Eis parte da produção da nossa horta. Eu ajudo na apanha e em comê-la. O meu maridão é que trata da horta com a ajuda do seu "sócio". Nada mais agradável do que chegar a casa ao final da tarde e irmos os dois ver o que temos para apanhar. Quando damos por nós passou uma hora. É uma delícia para os sentidos. Passear no meio do verde e ver as coisas crescerem. Apanhá-las e muitas vezes ir para casa e prepará-las para o jantar. Saboreá-las sem terem passado pelo frio.




Entretanto já começamos a comer os pêssegos paraguaio (aquele achatado no centro). A maioria, mesmo bonitos, tem algumas lagartas junto ao caroço. Sinal que foram contaminados ainda em flor. A natureza é mesmo assim. É uma questão de partilha. Cortam-se as partes que não são boas e comemos o resto. Não vale a pena pensar em pulverizações e produtos para ter os pêssegos mais perfeitos. Comemos o que a natureza nos dá. Se for só metade, paciência! 

sábado, 8 de julho de 2017

Repensar, sete anos depois

Há 7 anos escrevi no Facebook:

"Gostei desta! É bem verdade que parte da nossa educação é nos dada por nós próprios:

«Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é dada pelos outros, e,muito mais importante, a que ele dá a si mesmo» Edward Gibbon"


7 anos depois acredito piamente que a força/vontade/desejo de saber -o que lhe quisermos chamar - que vem de dentro de nós é a que faz real diferença no rumo da nossa vida. A postura das pessoas perante os ensinamentos a que está sujeito, seja educação académica, educação dada pela família, fontes de educação que as rodeias no seu dia-à-dia é crucial. Vai, acredito cada vez mais, além das suas capacidades cognitivas. É o que revela o nosso verdadeiro carácter. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Conversitas boas

I: "Sabes, Mãe, eu gosto muito de estar em casa dos avós, mas tenho taaanntas saudades tuas.".
Eu: "A sério, querido?".
I: "Eu quero continuar em casa dos avós, mas sinto muitas saudades. Sabes, no dia em que foste embora para casa e te foste despedir de mim na cama?"
Eu: "Sim?"
I: "Adormeci bem, mas a meio da noite acordei lembrei-me das minhas saudades e chorei um bocadinho baixinho. Foi baixinho, o H nem acordou. Depois adormeci outra vez. Mas não te preocupes porque isto é normal. Eu estou feliz na mesma.".



Esta é a recompensa por saber deixá-los estar longe de nós. É tão bom para eles, é tão bom para nós. Custo a todos. Muito. No fundo é como ele diz, por vezes é tão grande a saudade que apetece chorar baixinho, mas estamos felizes à mesma. Eles porque estão a aprender a voar sozinhos. Nós porque percebemos que estão a conseguir voar sozinhos. Sem medos, sem problemas, pondo em causa hábitos, por vezes até mesmo os valores incutidos. Mas é vê-los regressar mais fortes, convictos afinal dos hábitos e valores incutidos, mais crescidos. Sempre mais crescidos e com muitas, muitas saudades nossas.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Uns do mantras dos meus dias

# Um sítio para cada coisa

# Cada coisa no seu sítio

# Usou? Guardou!

# Lixo, no lixo

# Roupa só tem quatro sítios para estar:
     -  No corpo;
     -  No roupeiro;
     -  Na tulha;
     -  Na lavandaria

# Vistoria do fim de dia a cada uma das divisões da casa!



Mesmo assim ainda há umas zonas da casa que teimam em ter vida própria... É uma luta diária! Mas com muita organização, paciência e perseverança - e as tropas todas alinhadas com a mesma filosofia -  a coisa vai indo.


O pior momento - a chegada a casa com "cinquenta" coisas nos braços (os meus e os dos miúdos) para largar e supostamente arrumar logo no sítio certo. Malas, casacos, lancheiras, mochilas, papeladas,... Argh!! E o sofá logo ali a gritar por 5 mins de relax... Por vezes é o acontece. Largo tudo. Sento-me e respiro fundo por 5 mins. Depois levanto-me e lá vou eu!




quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pequenas coisas que dão grande prazer



Quando as pequenas coisas dão grande prazer. Estes dois saquinhos de alfazema fi-los para dar à minha amiga I nos seus anos. Queria lhe dar algo feito por mim e nada mais apropriado de que uns saquinhos de alfazema, visto ela ter-me dado um bouquet de alfazema o ano passado que eu sequei e juntei aos grãos de alfazema do meu jardim e do da minha mãe. O mais engraçado é que ela pensou no mesmo e nos meus anos (um par de semanas antes dos dela) também me ofereceu algo feito por ela - uma écharpe/cachecol de malha larga lindíssima. E ela tão feliz por me dar algo feito por ela e eu já a trabalhar também nalgo para ela.

São pequenas coisas que demoram pequenos tempos. Pequenos instantes de alegria e prazer para trazer Felicidade aos meus dias (ainda mais quando é para distribuir esta Felicidade a quem me rodeia!). É todo um conjunto de pequenos momentos distribuídos ao longo dos meus dias. Escolher os tecidos. Escolher as fitas. Pensar em adicionar mais um pequeno detalhe - as rendas. Ir cortando tudo à medida. Alfinetando e colocando de lado para a costura final. Tudo na passagem dos meus dias. No meio de duas obrigações. Entre pôr uma máquina a lavar e fazer o jantar... Entre estender a roupa e ir trabalhar. Pouco a pouco vai se fazendo. Ligar a máquina, costurar 5 minutos. Parar. Continuar amanhã. E quando dou por mim vou fazendo. Surgem pequenas ou grandes coisas feitas ao longo dos meus dias ou noites. Fruto de pequenos momentos que me vão dando grande prazer.

Mais uma vez estes pequenos sacos resultaram do aproveitamento de restos de tecidos e fitas que vou guardando. A fita laranja acabei por comprar, pois não tinha nenhuma que ficasse ao meu gosto. As rendas comprei há uns anos. Tudo o resto é reciclagem. Nesta foto não dá para perceber, mas a renda do saquinho das cornucópias é branca e a do saquinho com o padrão vichy é bege. Para enchimento uso uma proporção de 2 de Alfazema por 1 de arroz carolino. O arroz dá peso e estrutura ao saquinho, e ajuda com as humidades. Usam-se pendurados nos cabides ou nas portas dos roupeiros ou em qualquer outro sítio que nos apetece alegrar e perfumar. É impressionante como o cheiro persiste por largos meses, se não anos. Quando já não deitar o cheirinho habitual, é só abrir a costura por baixo e voltar a encher.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quando ser irmão vai para lá do dia-à-dia familiar


Os manos vão estar separados esta semana, cada um no seu sítio. Também o estiveram a semana passada, mas o I estava connosco. Nos telefonemas fugazes do H ao final do dia trocaram grunhos e aglomerados de palavras que só eles entendiam. Tudo parte do mundo deles - dos manos. 
Esta manhã foi o I, que foi, e o H lá onde está, no seu papel de mano mais velho, telefonou-me a perguntar preocupado se o I não se tinha esquecido de levar o telemóvel. Eu disse que não e perguntei-lhe porque estava preocupado. A resposta foi: "Logo à noite quero ligar-lhe para saber dele.". E eu, do meu lado da "linha", sorri percebendo que aqueles dois já têm vida de irmãos para lá do nosso espaço familiar. É muito bom ver isto. Enche-me o coração de Mãe.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

EVT - quando não se limita à educação visual e tecnológica



Este é um dos trabalhos feito pela turma do H em EVT no 8º ano.

Já vi muitos dos trabalhos feitos pelos alunos da Prof. I, mas este é sublime!! É uma interpretação de um quadro da Paula Rego. Este trabalho merecia estar emoldurado para sempre e exposto num lugar de destaque da escola. E não digo isto por ser da turma do meu filho. Gostei realmente do trabalho. Parabéns aos alunos que nem sabem a sorte que têm por ter uma profª como a Profª I.

Para terem uma noção do tamanho, a folha com uma representação do quando original do lado direito do trabalho é uma folha A4.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A incontornável Feira do Livro



E lá fomos novamente, não este fim-de-semana, mas já no anterior (graças a Deus, que com o calor deste fim-de-semana, nem sei se me atreveria...). 

Este ano cada um de nós ia com os seus objectivos e interesses. Eu que costumo ser aquela que se "desgraça" mais fui a mais poupadinha e apenas comprei um livro. Aquele que emprestei e não me pode ser devolvido (ver aqui!). Precisava de vê-lo na minha estante, mesmo já o tendo lido. Tem agora outro significado para mim. 

Foi bom ver o I a querer comprar muitos livros, quando nos outros anos nunca queria comprar nenhum, revelando um desinteresse que a mim, leitora inveterada, me preocupava bastante. Quanto ao H é sempre bom vê-lo a abordar todas as bancas com o interesse da descoberta de algo que possa ainda não conhecer, mas ser interessante. 

Sem palavras para Pedrogão e arredores

Resultado de imagem para luto nacional pedrogão

Nem consigo comentar. Nem consigo por um segundo imaginar o que seria estar lá com a minha família. Nem quero imaginar o que foram as últimas horas de quem esteve por lá e muito menos dos que "ficaram" por lá.

sexta-feira, 16 de junho de 2017

O Humor é uma das melhores coisas da vida

Ora vejam lá a mensagem de Out Of Office de um colega meu:


"Hi,

Xxxx is not here !  I'm his Out Of Office manager …. my job is to reject all incoming emails while he is out commemorating his wedding, taking photos and drinking good wine !

Go away ! 

Thanks"


Ele já é famoso pelas suas mensagens de Out Of Office. Tenho pena de não as ter registado ao longo dos anos. Quando sei que ele está fora envio-lhe logo um email para ver o que de lá vem. Este foi inesperado, nem o sabia fora, mas arrancou-me logo umas gargalhadas. E é tão bom!


"Olá,

Xxxx não está cá! Eu sou o seu gerente de Out Of Office .... 
O meu trabalho é rejeitar todos os e-mails recebidos 
enquanto ele está comemorando o seu casamento, 
tirando fotos e bebendo um bom vinho!

Vá embora !
obrigado"




quinta-feira, 15 de junho de 2017

Memórias pavlovianas


Colocar uma ameixa das ameixoeiras dos meus pais de uma única vez na boca e imediatamente ser transportada para a praia a olhar para o mar. Foi o que me aconteceu agora. Juro que só me faltou (por pouco) ouvir as gaivotas. É que muitos dos meus lanches na praia eram à base de tupperwares destas ameixas e das amarelas (estas últimas bem mais difíceis de colocar de umas única vez na boca...). E foi um daqueles momentos bons do dia. Pena não ter sido mesmo teletransportada e ter sido apenas uma memória.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O boneco da estante #11



De tão leve é esta pose, que parece que o I queria que o boneco da estante voasse dali para fora, como que a libertá-lo da sua eterna prisão.



This new lightly pose seems that "I" wanted the doll on the shelf to fly out, as if he wanted to free it  from his eternal prison.




Cette nouvelle pose si légère semble que I voulait que la poupée sur l'étagère s'envole, comme s'il voulait la libérer de sa prison éternelle.


É apenas querer...


Há sempre algo pelo que ser grata...