domingo, 24 de setembro de 2017

A última das beringelas

Temos tido beringelas da nossa horta. Este ano, ao contrário do ano passado, poucas e pequenas. O que faz com que seja difícil fazer uma refeição a contar com as beringelas. Tinha a última no frigorífico já a querer ficar murchita. Como tinha o forno ligado a fazer o jantar, lembrei-me de fazer umas chips de beringela. Fiz uma mistura com azeite, sal, pimenta e alecrim picado. 


Fatiei a beringela em fatias finas e mergulei-as na tigela do azeite, misturando-as bem para ficarem impregnadas do molho.  Coloquei uma base anti-aderente no tabuleiro do forno e espalhei as fatias de beringela. 


Coloquei no forno e fui virando as fatias à medida que ficavam escurinhas. Tem de se estar atenta, porque facilmente ficam secas demais. 

Ficaram muito saborosas. E são um óptimo acompanhamento para ir picando. Os miúdos ficaram a olhar muito desconfiados. Como é que uma beringela tinha tão bom aspecto, mas não quiseram arriscar. 



sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Cheirinho a Outono


O meu vizinho trouxe-me umas avelãs das "aveleras" (será mesmo assim que se diz?) do seu quintal na "Terra". São bem grandes e bonitas. Com o frio que se tem feito sentir já apetece o Outono... 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Sacos para frio e calor



Tendo o H enveredado pelo Futebol 11, tem sido cada vez mais necessários aplicar-se gelo nesta casa (por enquanto o saldo, a nível de saúde, ainda é positivo). Como adolescente que é, há todo um drama sobre a dificuldade em fazer gelo, e nos horríveis 15 minutos que vai ter por todo um mar de dificuldades no manusear do gelo. São as placas de gelo não são moldáveis. São os sacos com cubos de gelo que vertem água. Eu, cada vez que o oiço, só penso que tenho meesssmoooo que fazer sacos de gelo mais práticos.

Andei no ano passado a guardar caroços de cerejas para fazer uns sacos de calor/frio, mas ainda não me tinha posto a fazer os ditos. Este ano, na época da cereja (tenho a sorte de ter um vizinho ultra-simpático do Fundão!) continuei a reserva de caroços de cerejas que já se amontoava num canto da minha mesa de costura. Ontem, numa das minhas idas de 10 mins ao meu estaminé de costura, saíu o primeiro. Aproveitei um pedaço de uma perna de pijama transformado em calções no início do verão. Cozi todo à volta deixando uma abertura para encher com os caroços e depois cozi a abertura à mão. e já está! Este é pequeno. Planeio fazer um maiorzito para lesões maiores e uns mais compridos para fazer calor na zona do pescoço para momentos de maior tensão. 

A malta cá em casa tem ordem de roer os caroços todinhos para ficarem o mais limpos possíveis e guardarem-nos todos. De seguida coloco-os numa rede e levo-os à máquina de lavar loiça uma ou duas vezes, até ficarem sem resíduos. Acabo com uma passagem pelo microondas uns minutos para matar qualquer bicheza e secá-los muito bem. Depois é só guardá-los para encherem os sacos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Périplo por Itália #02 - Lago de Como

Neste primeiro dia, partimos para Itália logo no voo das 7h05 para poder aproveitar o dia. Com algum atraso (aí a nossa "querida" TAP...), algo recuperado no vôo, chegamos a Milão Malpenza perto das 11h00 (horas locais). Fomos logo buscar o carro que aluguei via Goldcar (5 estrelas - o carro era novo em folha, tinha perto de 300Km). O processo de levantamento da viatura foi muito rápido. 
Como queríamos já ir dormir a Verona, optamos por não ir a Milão nesse dia e fomos logo para o Lago de Como.

Primeira paragem: Como.


Aquela linha na vertical na montanha é o Funicular de Como. Optámos para não ir, pois tem filas de espera e a viagem faz-se em menos de 10 minutos. Como íamos circundar o lago pela estrada decidimos parar depois, para ver as vistas lá de cima.






Antes de entrarmos pelas ruelas de Como parámos na nossa primeira Gelataria. Não sei se foi por ser o primeiro gelado, mas todos achámos que foi um dos melhores da viagem.  



Eu: Limone e Mango (Limão e Manga - não irei variar muito, pois são os sabores normalmente sem lactose que aprecio mais)
H: Nocciole e mandorla (Avelã e Amêndoa)
I: Duplo Frutti di Bosco (Frutos do bosque)
Maridão: Crema e Frutti di Bosco (Natas e Frutos do bosque)






quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Périplo por Itália #01 - o processo

Há muito tempo que tinha vontade de ir a Itália e de visitar Florença. Este ano quando estava a marcar as férias de verão surgiu a ideia de dividir as férias a meio e ir num primeiro período para fora e num segundo período esticar-me numa toalha à beira-mar plantada pelos nossos Algarves para recarregar baterias. 
Seguindo uma dica da minha irmã fui a um site de marcação de vôos e defini as datas de ida-e-volta e fiquei a ver quais as sugestões oferecidas. Em primeiro lugar surgiram os Açores e em segunda um vôo para Itália. Pensei: "Porque não este ano?". 

Comecei então a percorrer a blogosfera (não há nada como os sites de viagens brasileiros. São muito detalhados e dão óptimas dicas.) a recolher ideias e opiniões, e assim começou a ganhar forma na minha cabeça um percurso. Após ter o percurso comecei a reservar hotéis e realmente não há, para mim, como o Booking para fazê-o da forma mais prática e despreocupada. 
Fiz as reservas com opção de cancelamento e fui mexendo nas datas das estadias à medida que ia definindo melhor o percurso e as distâncias que achava que iríamos percorrer por dia. 
Uma das coisas que não gosto nesta pré-preparação de viagens é ver fotos dos sítios que vou visitar. Parece-me que perco parte do encanto no decorrer da viagem. Para dar a volta a isso fui apenas fazendo um apanhado dos locais a visitar e decidi utilizar uma App que utilizei quando fui a Barcelona - Visit a City. Serve precisamente para o que pretendia. Podemos indicar qual a cidade que queremos visitar e a App apresenta-nos várias opções de programas, com várias durações. Lista o percurso e os locais a ver, indicando quando tempo é estimado perdermos em cada um deles. Assim como quanto tempo temos de andar entre cada local e se dá para fazer a pé ou se temos de usar algum meio de transporte. Podemos salvar este plano e alterá-lo à nossa vontade, incluído outras paragens pelo meio e incluindo tempos de paragem entre cada um deles, trocar as actividades de dias, inclusivé. No momento das visitas temos opção de clicarmos para irmos para o local, se andarmos desorientados ou simplesmente quisermos ir o mais rapidamente possível para o próximo local a visitar, e a App vai buscar uma aplicação que tenhamos no telemóvel para nos orientar. No meu caso uso o Wase (a minha escolha preferida quando vou de carro) e o Google maps (a melhor opção quando vou a pé). Podem pensar que é tudo demasiado digital e tecnologia-dependente, mas acreditem que assim ultrapassam-se aquelas perdas de tempo e preocupações em nos orientarmos e em não nos perdermos, e podemos nos dedicar a gozar o passeio em pleno.
Depois de ter as estadias todas asseguradas e o percurso fechado, marquei então os vôos. E depois foi rezar que não surgisse nenhum imprevisto até às férias e ir sonhando acordada com as mesmas que é a vantagem de se marcar férias com antecedência - grande parte do prazer é o da antecipação das férias. Há para quem isso seja um martírio e um foco de ansiedade. Para mim é uma luz ao fundo do túnel dos longos dias de trabalho.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Regressei das férias...

Regressei ontem das férias e retomei hoje no batente. Ainda estou num misto de euforia de ter revisto os meus coleguitas de trabalho e partilhar o que fiz nas minhas férias e de ter que por os temas todos em dia. 
Voltando a coisas interessantes. As férias foram boas, muito boas! Fiz um périplo por Itália e a-do-rei!! Andava a planear estas férias há imenso tempo e confesso que fui com aquele receio de que tanto planeamento e expectativa resultassem nalgum desencanto no momento de concretizar os planos. Mas não. O planeamento apenas fez com que tudo corresse pelo melhor e sem stresses num roteiro de 8 dias, com duas crianças e com tanta coisa para ver. Vou partilhar convosco nos próximos dias os detalhes (...se calhar semanas, que isto do regresso às aulas não costuma me deixar os serões muito livres...).
Nota paralela: após tanta actividade física, ficar um dia à secretária a ler mails e organizar as reuniões dos próximos dias é dose!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Manjares do meu Amor #02






Só para comprovar que não é preciso serem manjares muito elaborados e com conotações Gourmets para eu ficar contente e agradecida. Ontem fomos ver a bola, que é como quem diz, o Benfica. E entre o sair do trabalho, chegar a casa e ir buscar um amigo, percebemos que eu não teria tempo para jantar. Ora, aqui a moça não passa sem comer, e não gosta de passar a sandes. O meu maridão preparou o chamado "Kit Bola" (nome inventado por ele ontem) que consistiu numa lancheira com uma sala rusa com atum e ovo; uma fatia de pão e uma água. Reparem que nem faltou o pormenor do pano no kit, para servir de toalha ao meu colo, para não me sujar.

Sim, tenho de reconhecer que sou mimada por maridão (ou será para acautelar não ter de enfrentar o meu mau feitio quando fico com fome??? haahaha). 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Manjares do meu Amor #01

Decidi iniciar uma rubrica para relembrar das coisas boas que Sr. meu marido cozinha, aqui para a sua esposa, familiares e amigos, naqueles momentos em que tem liberta o "Chef" que há nele. Esta rubrica é deveras importante, porque uma das naturezas dos seus cozinhados é nunca se repetirem... (snif para mais de 80% dos casos). É rapaz dado a experimentações e raramente repete um prato. A não ser aqueles corriqueiros, mas mesmo assim nunca exactamente igual (o que nos corriqueiros é bom).


Pombo de caça com Arroz de seus miúdos


Estava mesmo muito bom. A minha mãe, que dava boa uma activista do PAN, secundou todo o processo, mas informou logo cedo de forma categórica que não contassem com ela para comer "passarinhos". Houve ali uns momentos em que pensei que ela vacilasse, tal era o bom aspecto do manjar e tão boas estavam a ser as críticas culinárias. Mas manteve-se firme nas suas convicções, e ficou-se por uma sopa. 


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pops inesperados!



Ontem ia jantar mais tarde e já fora da hora do lanche senti vontade de comer algo. Em período de férias e com os miúdos fora confesso que tenho a despensa e o frigorífico quase vazios. Estava sem pão. Já tinha comido fruta ao longo do dia e estava sem ideias. Dei por mim espetada a olhar para dentro do armário a pensar no que poderia roer àquela hora que não comprometesse o jantar. Subitamente fez-se luz! Peguei num frasco de milho e fui fazer pipocas. 

Num tachinho pequeno coloquei uma colher de óleo de coco e milho a tapar o fundo sem sobreposições. Coloquei a tampa e foi esperar uns minutos pelos pops. Vou mexendo o tachito só para não ter pipocas a queimar no fundo e quando os pops começam a acalmar e a espaçar muito desligo a placa. É vazar para uma tigela e salpicar de açúcar. Gosto com muito pouco açúcar, até porque o óleo de coco já dá um sabor suave e agradável às pipocas. Esta tigela tem tampa. É o melhor, pois assim abano-a por todo o lado para o açúcar se espalhar bem. 

Entretanto chegou o meu maridão... ups... a tigela já estava vazia! Ele entrou espantado pelo cheiro a pipocas. O que vale é que não queria. Brincou comigo, pois acha piada a eu gostar de fazer lanches de criança. Na verdade souberam-me mesmo bem estas pipocas feitas em três tempos, quase o mesmo tempo que colocar um saco de pipocas para microondas a fazer no microondas e bem mais saudável. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Arriscar a minha vida


Estar a arriscar a vida foi a sensação que senti nos primeiros 20 mins da massagem Thai que fui fazer. Cada vez que sentia uma nova "pisadela" nas costas e a minha coluna vertebral dava mais uns estalidos - nalguns casos "estalões" - questionava-me porquê!!? PORQUE me tinha eu lembrado de fazer uma massagem Thai?? Nem vos conto quando começou a fazer-me estalar o pescoço... 

O meu marido diz que foi um acto de coragem. Eu acho que Coragem, não foi decidir fazer a massagem, foi não dar uns gritos e correr dali para fora. Foi conseguir manter toda a minha calma e finalmente relaxar. A verdade é que ao fim de 20 mins comecei a sentir um calor e uma sensação de conforto nas partes do corpo já "trabalhadas" e tendo em conta tudo o que já sabia sobre este tipo de massagens comecei a descansar e a apreciar a massagem. Cada vez que passava a outra parte do meu corpo ficava novamente alerta a ver qual a dor que me iria ser infligida. Sim, paguei para me causarem dor... Que masoquista! O mais assustador foi mesmo ter a massagista a andar desde as minhas pontas dos pés até aos ombros e a dar pulitos nas minhas costas. Arggg.... Só de pensar nisso, arrepio-me toda novamente.

No final da massagem serviram-me um chá quente divinal e só vos digo que me sentia toda solta, muiitoo leve. Quando disse isso ao meu marido ele aconselhou-me a ir olhando para trás de vez em quando. Eu, por segundos, ainda pensei que fosse para eu me dar conta de alguma nova flexibilidade no pescoço, mas logo acrescentou que era para eu ver se não caiam peças atrás de mim... Brincalhão... Logo a seguir à massagem, tal era a sensação de ligeireza, só me apeteceu experimentar umas poses de Yoga a ver qual o efeito da massagem na minha flexibilidade. Ainda não o fiz. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Voltar às raízes


Esta altura do ano tem sempre o dom de me fazer voltar às raízes. De me permitir estar com quem não estou há muito. Rever pessoas de outras vidas. Acordar muitos neurónios. Reavivar lembranças já esbatidas. Voltar a pôr cor em muitas memórias.

Há um tempo atrás li que nem fazemos ideia do quanto somos. De todas as nossas formas e facetas e do muito que fazemos ou somos na vida de outros. Nesta altura do ano fico sempre com essa sensação, a de ter vivido já muitas vidas. A de existir muitos pedaços de Eu na vida de outras pessoas.

Nalguns casos são reencontros planeados, outros agendados de ano a ano. Alguns são totalmente inesperados, ocasionais. Umas óptimas surpresas que proporcionam tanta alegria. Fluem as conversas, as memórias, as desculpas por ausências tão prolongadas que a vida vai forçando e o curso das vidas proporcionando. E nós vamos na corrente. É difícil contrariar estes cursos de vida em todas as frentes. Não há tempo que chegue para abarcar tanto.

Noutros casos são olás fugazes com grandes sorrisos e/ou um piscar de olhos. A ocasião não permite mais conversa, mas fica a certeza que se gostou daquele pequeno reencontro, que ambos nos lembrámos da nossa convivência de há décadas. 

É um aconchego no coração. É bom voltar às raízes e saber que elas estão lá - sólidas e vivas -, mesmo que os novos ramos da vida me tenham levado para longe.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A minha (ou já não) colecção de cactos


Sempre tive uma certa tendência para coleccionar coisas. Foram latas de bebidas, caixas de fósforos, portas-chaves, patos, etc... Foram horas da minha adolescência ocupadas na catalogação, organização e nalgumas das colecções muitas passadas nas trocas entre amigos. Ainda tenho de elefantes, selos e livros... Nessa coisa das colecções houve uma altura em que comecei a comprar uns cactos nuns vasos pequenos por 100/150 Escudos. Foram-se espalhando pelos peitoris das janelas da casa dos meus pais. Eram de todas as formas e feitios, mais picos, menos picos. Com flores, que deram flor, que nunca deram flor...
Naturalmente quando saí de casa deixei-os lá. Muitos deles anda lá continuam mais de 20 anos depois. Este fim-de-semana andei a revisitá-los e tirei umas fotos dos que estavam na cozinha. Muitos deles foram entretanto para vasos maiores para a rua. No próximo fim-de-semana, vou ver se os encontro e se tiro mais umas fotos.





quinta-feira, 20 de julho de 2017

A "imensa" produção da nossa horta!


Eis parte da produção da nossa horta. Eu ajudo na apanha e em comê-la. O meu maridão é que trata da horta com a ajuda do seu "sócio". Nada mais agradável do que chegar a casa ao final da tarde e irmos os dois ver o que temos para apanhar. Quando damos por nós passou uma hora. É uma delícia para os sentidos. Passear no meio do verde e ver as coisas crescerem. Apanhá-las e muitas vezes ir para casa e prepará-las para o jantar. Saboreá-las sem terem passado pelo frio.




Entretanto já começamos a comer os pêssegos paraguaio (aquele achatado no centro). A maioria, mesmo bonitos, tem algumas lagartas junto ao caroço. Sinal que foram contaminados ainda em flor. A natureza é mesmo assim. É uma questão de partilha. Cortam-se as partes que não são boas e comemos o resto. Não vale a pena pensar em pulverizações e produtos para ter os pêssegos mais perfeitos. Comemos o que a natureza nos dá. Se for só metade, paciência! 

sábado, 8 de julho de 2017

Repensar, sete anos depois

Há 7 anos escrevi no Facebook:

"Gostei desta! É bem verdade que parte da nossa educação é nos dada por nós próprios:

«Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é dada pelos outros, e,muito mais importante, a que ele dá a si mesmo» Edward Gibbon"


7 anos depois acredito piamente que a força/vontade/desejo de saber -o que lhe quisermos chamar - que vem de dentro de nós é a que faz real diferença no rumo da nossa vida. A postura das pessoas perante os ensinamentos a que está sujeito, seja educação académica, educação dada pela família, fontes de educação que as rodeias no seu dia-à-dia é crucial. Vai, acredito cada vez mais, além das suas capacidades cognitivas. É o que revela o nosso verdadeiro carácter. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Conversitas boas

I: "Sabes, Mãe, eu gosto muito de estar em casa dos avós, mas tenho taaanntas saudades tuas.".
Eu: "A sério, querido?".
I: "Eu quero continuar em casa dos avós, mas sinto muitas saudades. Sabes, no dia em que foste embora para casa e te foste despedir de mim na cama?"
Eu: "Sim?"
I: "Adormeci bem, mas a meio da noite acordei lembrei-me das minhas saudades e chorei um bocadinho baixinho. Foi baixinho, o H nem acordou. Depois adormeci outra vez. Mas não te preocupes porque isto é normal. Eu estou feliz na mesma.".



Esta é a recompensa por saber deixá-los estar longe de nós. É tão bom para eles, é tão bom para nós. Custo a todos. Muito. No fundo é como ele diz, por vezes é tão grande a saudade que apetece chorar baixinho, mas estamos felizes à mesma. Eles porque estão a aprender a voar sozinhos. Nós porque percebemos que estão a conseguir voar sozinhos. Sem medos, sem problemas, pondo em causa hábitos, por vezes até mesmo os valores incutidos. Mas é vê-los regressar mais fortes, convictos afinal dos hábitos e valores incutidos, mais crescidos. Sempre mais crescidos e com muitas, muitas saudades nossas.