quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Manjares do meu Amor #02






Só para comprovar que não é preciso serem manjares muito elaborados e com conotações Gourmets para eu ficar contente e agradecida. Ontem fomos ver a bola, que é como quem diz, o Benfica. E entre o sair do trabalho, chegar a casa e ir buscar um amigo, percebemos que eu não teria tempo para jantar. Ora, aqui a moça não passa sem comer, e não gosta de passar a sandes. O meu maridão preparou o chamado "Kit Bola" (nome inventado por ele ontem) que consistiu numa lancheira com uma sala rusa com atum e ovo; uma fatia de pão e uma água. Reparem que nem faltou o pormenor do pano no kit, para servir de toalha ao meu colo, para não me sujar.

Sim, tenho de reconhecer que sou mimada por maridão (ou será para acautelar não ter de enfrentar o meu mau feitio quando fico com fome??? haahaha). 

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Manjares do meu Amor #01

Decidi iniciar uma rubrica para relembrar das coisas boas que Sr. meu marido cozinha, aqui para a sua esposa, familiares e amigos, naqueles momentos em que tem liberta o "Chef" que há nele. Esta rubrica é deveras importante, porque uma das naturezas dos seus cozinhados é nunca se repetirem... (snif para mais de 80% dos casos). É rapaz dado a experimentações e raramente repete um prato. A não ser aqueles corriqueiros, mas mesmo assim nunca exactamente igual (o que nos corriqueiros é bom).


Pombo de caça com Arroz de seus miúdos


Estava mesmo muito bom. A minha mãe, que dava boa uma activista do PAN, secundou todo o processo, mas informou logo cedo de forma categórica que não contassem com ela para comer "passarinhos". Houve ali uns momentos em que pensei que ela vacilasse, tal era o bom aspecto do manjar e tão boas estavam a ser as críticas culinárias. Mas manteve-se firme nas suas convicções, e ficou-se por uma sopa. 


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Pops inesperados!



Ontem ia jantar mais tarde e já fora da hora do lanche senti vontade de comer algo. Em período de férias e com os miúdos fora confesso que tenho a despensa e o frigorífico quase vazios. Estava sem pão. Já tinha comido fruta ao longo do dia e estava sem ideias. Dei por mim espetada a olhar para dentro do armário a pensar no que poderia roer àquela hora que não comprometesse o jantar. Subitamente fez-se luz! Peguei num frasco de milho e fui fazer pipocas. 

Num tachinho pequeno coloquei uma colher de óleo de coco e milho a tapar o fundo sem sobreposições. Coloquei a tampa e foi esperar uns minutos pelos pops. Vou mexendo o tachito só para não ter pipocas a queimar no fundo e quando os pops começam a acalmar e a espaçar muito desligo a placa. É vazar para uma tigela e salpicar de açúcar. Gosto com muito pouco açúcar, até porque o óleo de coco já dá um sabor suave e agradável às pipocas. Esta tigela tem tampa. É o melhor, pois assim abano-a por todo o lado para o açúcar se espalhar bem. 

Entretanto chegou o meu maridão... ups... a tigela já estava vazia! Ele entrou espantado pelo cheiro a pipocas. O que vale é que não queria. Brincou comigo, pois acha piada a eu gostar de fazer lanches de criança. Na verdade souberam-me mesmo bem estas pipocas feitas em três tempos, quase o mesmo tempo que colocar um saco de pipocas para microondas a fazer no microondas e bem mais saudável. 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Arriscar a minha vida


Estar a arriscar a vida foi a sensação que senti nos primeiros 20 mins da massagem Thai que fui fazer. Cada vez que sentia uma nova "pisadela" nas costas e a minha coluna vertebral dava mais uns estalidos - nalguns casos "estalões" - questionava-me porquê!!? PORQUE me tinha eu lembrado de fazer uma massagem Thai?? Nem vos conto quando começou a fazer-me estalar o pescoço... 

O meu marido diz que foi um acto de coragem. Eu acho que Coragem, não foi decidir fazer a massagem, foi não dar uns gritos e correr dali para fora. Foi conseguir manter toda a minha calma e finalmente relaxar. A verdade é que ao fim de 20 mins comecei a sentir um calor e uma sensação de conforto nas partes do corpo já "trabalhadas" e tendo em conta tudo o que já sabia sobre este tipo de massagens comecei a descansar e a apreciar a massagem. Cada vez que passava a outra parte do meu corpo ficava novamente alerta a ver qual a dor que me iria ser infligida. Sim, paguei para me causarem dor... Que masoquista! O mais assustador foi mesmo ter a massagista a andar desde as minhas pontas dos pés até aos ombros e a dar pulitos nas minhas costas. Arggg.... Só de pensar nisso, arrepio-me toda novamente.

No final da massagem serviram-me um chá quente divinal e só vos digo que me sentia toda solta, muiitoo leve. Quando disse isso ao meu marido ele aconselhou-me a ir olhando para trás de vez em quando. Eu, por segundos, ainda pensei que fosse para eu me dar conta de alguma nova flexibilidade no pescoço, mas logo acrescentou que era para eu ver se não caiam peças atrás de mim... Brincalhão... Logo a seguir à massagem, tal era a sensação de ligeireza, só me apeteceu experimentar umas poses de Yoga a ver qual o efeito da massagem na minha flexibilidade. Ainda não o fiz. 

terça-feira, 25 de julho de 2017

Voltar às raízes


Esta altura do ano tem sempre o dom de me fazer voltar às raízes. De me permitir estar com quem não estou há muito. Rever pessoas de outras vidas. Acordar muitos neurónios. Reavivar lembranças já esbatidas. Voltar a pôr cor em muitas memórias.

Há um tempo atrás li que nem fazemos ideia do quanto somos. De todas as nossas formas e facetas e do muito que fazemos ou somos na vida de outros. Nesta altura do ano fico sempre com essa sensação, a de ter vivido já muitas vidas. A de existir muitos pedaços de Eu na vida de outras pessoas.

Nalguns casos são reencontros planeados, outros agendados de ano a ano. Alguns são totalmente inesperados, ocasionais. Umas óptimas surpresas que proporcionam tanta alegria. Fluem as conversas, as memórias, as desculpas por ausências tão prolongadas que a vida vai forçando e o curso das vidas proporcionando. E nós vamos na corrente. É difícil contrariar estes cursos de vida em todas as frentes. Não há tempo que chegue para abarcar tanto.

Noutros casos são olás fugazes com grandes sorrisos e/ou um piscar de olhos. A ocasião não permite mais conversa, mas fica a certeza que se gostou daquele pequeno reencontro, que ambos nos lembrámos da nossa convivência de há décadas. 

É um aconchego no coração. É bom voltar às raízes e saber que elas estão lá - sólidas e vivas -, mesmo que os novos ramos da vida me tenham levado para longe.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

A minha (ou já não) colecção de cactos


Sempre tive uma certa tendência para coleccionar coisas. Foram latas de bebidas, caixas de fósforos, portas-chaves, patos, etc... Foram horas da minha adolescência ocupadas na catalogação, organização e nalgumas das colecções muitas passadas nas trocas entre amigos. Ainda tenho de elefantes, selos e livros... Nessa coisa das colecções houve uma altura em que comecei a comprar uns cactos nuns vasos pequenos por 100/150 Escudos. Foram-se espalhando pelos peitoris das janelas da casa dos meus pais. Eram de todas as formas e feitios, mais picos, menos picos. Com flores, que deram flor, que nunca deram flor...
Naturalmente quando saí de casa deixei-os lá. Muitos deles anda lá continuam mais de 20 anos depois. Este fim-de-semana andei a revisitá-los e tirei umas fotos dos que estavam na cozinha. Muitos deles foram entretanto para vasos maiores para a rua. No próximo fim-de-semana, vou ver se os encontro e se tiro mais umas fotos.





quinta-feira, 20 de julho de 2017

A "imensa" produção da nossa horta!


Eis parte da produção da nossa horta. Eu ajudo na apanha e em comê-la. O meu maridão é que trata da horta com a ajuda do seu "sócio". Nada mais agradável do que chegar a casa ao final da tarde e irmos os dois ver o que temos para apanhar. Quando damos por nós passou uma hora. É uma delícia para os sentidos. Passear no meio do verde e ver as coisas crescerem. Apanhá-las e muitas vezes ir para casa e prepará-las para o jantar. Saboreá-las sem terem passado pelo frio.




Entretanto já começamos a comer os pêssegos paraguaio (aquele achatado no centro). A maioria, mesmo bonitos, tem algumas lagartas junto ao caroço. Sinal que foram contaminados ainda em flor. A natureza é mesmo assim. É uma questão de partilha. Cortam-se as partes que não são boas e comemos o resto. Não vale a pena pensar em pulverizações e produtos para ter os pêssegos mais perfeitos. Comemos o que a natureza nos dá. Se for só metade, paciência! 

sábado, 8 de julho de 2017

Repensar, sete anos depois

Há 7 anos escrevi no Facebook:

"Gostei desta! É bem verdade que parte da nossa educação é nos dada por nós próprios:

«Todo o homem recebe duas espécies de educação: a que lhe é dada pelos outros, e,muito mais importante, a que ele dá a si mesmo» Edward Gibbon"


7 anos depois acredito piamente que a força/vontade/desejo de saber -o que lhe quisermos chamar - que vem de dentro de nós é a que faz real diferença no rumo da nossa vida. A postura das pessoas perante os ensinamentos a que está sujeito, seja educação académica, educação dada pela família, fontes de educação que as rodeias no seu dia-à-dia é crucial. Vai, acredito cada vez mais, além das suas capacidades cognitivas. É o que revela o nosso verdadeiro carácter. 

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Conversitas boas

I: "Sabes, Mãe, eu gosto muito de estar em casa dos avós, mas tenho taaanntas saudades tuas.".
Eu: "A sério, querido?".
I: "Eu quero continuar em casa dos avós, mas sinto muitas saudades. Sabes, no dia em que foste embora para casa e te foste despedir de mim na cama?"
Eu: "Sim?"
I: "Adormeci bem, mas a meio da noite acordei lembrei-me das minhas saudades e chorei um bocadinho baixinho. Foi baixinho, o H nem acordou. Depois adormeci outra vez. Mas não te preocupes porque isto é normal. Eu estou feliz na mesma.".



Esta é a recompensa por saber deixá-los estar longe de nós. É tão bom para eles, é tão bom para nós. Custo a todos. Muito. No fundo é como ele diz, por vezes é tão grande a saudade que apetece chorar baixinho, mas estamos felizes à mesma. Eles porque estão a aprender a voar sozinhos. Nós porque percebemos que estão a conseguir voar sozinhos. Sem medos, sem problemas, pondo em causa hábitos, por vezes até mesmo os valores incutidos. Mas é vê-los regressar mais fortes, convictos afinal dos hábitos e valores incutidos, mais crescidos. Sempre mais crescidos e com muitas, muitas saudades nossas.


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Uns do mantras dos meus dias

# Um sítio para cada coisa

# Cada coisa no seu sítio

# Usou? Guardou!

# Lixo, no lixo

# Roupa só tem quatro sítios para estar:
     -  No corpo;
     -  No roupeiro;
     -  Na tulha;
     -  Na lavandaria

# Vistoria do fim de dia a cada uma das divisões da casa!



Mesmo assim ainda há umas zonas da casa que teimam em ter vida própria... É uma luta diária! Mas com muita organização, paciência e perseverança - e as tropas todas alinhadas com a mesma filosofia -  a coisa vai indo.


O pior momento - a chegada a casa com "cinquenta" coisas nos braços (os meus e os dos miúdos) para largar e supostamente arrumar logo no sítio certo. Malas, casacos, lancheiras, mochilas, papeladas,... Argh!! E o sofá logo ali a gritar por 5 mins de relax... Por vezes é o acontece. Largo tudo. Sento-me e respiro fundo por 5 mins. Depois levanto-me e lá vou eu!




quarta-feira, 5 de julho de 2017

Pequenas coisas que dão grande prazer



Quando as pequenas coisas dão grande prazer. Estes dois saquinhos de alfazema fi-los para dar à minha amiga I nos seus anos. Queria lhe dar algo feito por mim e nada mais apropriado de que uns saquinhos de alfazema, visto ela ter-me dado um bouquet de alfazema o ano passado que eu sequei e juntei aos grãos de alfazema do meu jardim e do da minha mãe. O mais engraçado é que ela pensou no mesmo e nos meus anos (um par de semanas antes dos dela) também me ofereceu algo feito por ela - uma écharpe/cachecol de malha larga lindíssima. E ela tão feliz por me dar algo feito por ela e eu já a trabalhar também nalgo para ela.

São pequenas coisas que demoram pequenos tempos. Pequenos instantes de alegria e prazer para trazer Felicidade aos meus dias (ainda mais quando é para distribuir esta Felicidade a quem me rodeia!). É todo um conjunto de pequenos momentos distribuídos ao longo dos meus dias. Escolher os tecidos. Escolher as fitas. Pensar em adicionar mais um pequeno detalhe - as rendas. Ir cortando tudo à medida. Alfinetando e colocando de lado para a costura final. Tudo na passagem dos meus dias. No meio de duas obrigações. Entre pôr uma máquina a lavar e fazer o jantar... Entre estender a roupa e ir trabalhar. Pouco a pouco vai se fazendo. Ligar a máquina, costurar 5 minutos. Parar. Continuar amanhã. E quando dou por mim vou fazendo. Surgem pequenas ou grandes coisas feitas ao longo dos meus dias ou noites. Fruto de pequenos momentos que me vão dando grande prazer.

Mais uma vez estes pequenos sacos resultaram do aproveitamento de restos de tecidos e fitas que vou guardando. A fita laranja acabei por comprar, pois não tinha nenhuma que ficasse ao meu gosto. As rendas comprei há uns anos. Tudo o resto é reciclagem. Nesta foto não dá para perceber, mas a renda do saquinho das cornucópias é branca e a do saquinho com o padrão vichy é bege. Para enchimento uso uma proporção de 2 de Alfazema por 1 de arroz carolino. O arroz dá peso e estrutura ao saquinho, e ajuda com as humidades. Usam-se pendurados nos cabides ou nas portas dos roupeiros ou em qualquer outro sítio que nos apetece alegrar e perfumar. É impressionante como o cheiro persiste por largos meses, se não anos. Quando já não deitar o cheirinho habitual, é só abrir a costura por baixo e voltar a encher.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Quando ser irmão vai para lá do dia-à-dia familiar


Os manos vão estar separados esta semana, cada um no seu sítio. Também o estiveram a semana passada, mas o I estava connosco. Nos telefonemas fugazes do H ao final do dia trocaram grunhos e aglomerados de palavras que só eles entendiam. Tudo parte do mundo deles - dos manos. 
Esta manhã foi o I, que foi, e o H lá onde está, no seu papel de mano mais velho, telefonou-me a perguntar preocupado se o I não se tinha esquecido de levar o telemóvel. Eu disse que não e perguntei-lhe porque estava preocupado. A resposta foi: "Logo à noite quero ligar-lhe para saber dele.". E eu, do meu lado da "linha", sorri percebendo que aqueles dois já têm vida de irmãos para lá do nosso espaço familiar. É muito bom ver isto. Enche-me o coração de Mãe.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

EVT - quando não se limita à educação visual e tecnológica



Este é um dos trabalhos feito pela turma do H em EVT no 8º ano.

Já vi muitos dos trabalhos feitos pelos alunos da Prof. I, mas este é sublime!! É uma interpretação de um quadro da Paula Rego. Este trabalho merecia estar emoldurado para sempre e exposto num lugar de destaque da escola. E não digo isto por ser da turma do meu filho. Gostei realmente do trabalho. Parabéns aos alunos que nem sabem a sorte que têm por ter uma profª como a Profª I.

Para terem uma noção do tamanho, a folha com uma representação do quando original do lado direito do trabalho é uma folha A4.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

A incontornável Feira do Livro



E lá fomos novamente, não este fim-de-semana, mas já no anterior (graças a Deus, que com o calor deste fim-de-semana, nem sei se me atreveria...). 

Este ano cada um de nós ia com os seus objectivos e interesses. Eu que costumo ser aquela que se "desgraça" mais fui a mais poupadinha e apenas comprei um livro. Aquele que emprestei e não me pode ser devolvido (ver aqui!). Precisava de vê-lo na minha estante, mesmo já o tendo lido. Tem agora outro significado para mim. 

Foi bom ver o I a querer comprar muitos livros, quando nos outros anos nunca queria comprar nenhum, revelando um desinteresse que a mim, leitora inveterada, me preocupava bastante. Quanto ao H é sempre bom vê-lo a abordar todas as bancas com o interesse da descoberta de algo que possa ainda não conhecer, mas ser interessante.