domingo, 21 de janeiro de 2018

Da influência do nosso meio ambiente


A pessoa que ocupa o lugar de garagem ao lado do meu no meu local de trabalho muda de tempos a tempos. Esteve um tempo sem ninguém. Depois apareceu uma moça de cabelo comprido. Nas primeiras vezes eu dava-lhe os bons dias com um sorriso. Ela, surpreendida, respondia entre dentes sem nunca olhar para mim. Nem o corpo virava para mim. Acho que se me cruzasse por ela na rua nem a reconheceria. Passado um tempo continuei a dar os bons dias, mas já sem sorriso. Não me fazia sentido, o sorriso. Ela nem olhava para mim... Entretanto comecei a perceber que ou fazia de tudo para ficar dentro do carro enquanto eu não saia dali, ou se eu já a apanhava fora do carro, despachava-se dali para fora o mais depressa possível, até parecia que se encolhia para não me dizer nada. Percebendo que a incomodava deixei de lhe dar os bons dias. Coisa que me moía, tal névoa na minha boa disposição matinal. Mas há que respeitar a forma de estar de quem nos rodeia. 

Há umas semanas a moça de cabelo comprido deixou de aparecer e veio uma moça de cabelo curto. Logo no primeiro dia que nos cruzámos deu-me um sonoro bom dia, com um sorriso radiante. Retribuí contente com a troca. Esta minha nova vizinha de estacionamento procura me dar os bons dias, saindo depressa do carro quando eu já estou a ir embora ou fazendo tempo que eu saía do meu carro quando, já caminhando para os elevadores, volta-se completamente para mim e com um grande sorriso deseja-me um bom dia. Para não a demorar neste jogo do bom dia, já comecei a lhe acenar de dentro do carro com um sorriso, o que ela retribuiu com contentamento. Como eu, a moça do cabelo curto também valoriza estas trocas e faz de tudo para fomentá-las.

Com isto não estou a querer criticar a moça de cabelo comprido, que pode ter uma vida muito mais infeliz que a moça de cabelo curto (ser completamente introvertida ou ainda não ter percebido a vantagem deste tipo de comportamentos), mas apenas realçar que a nossa atitude tem bastante influência em quem nos rodeia. Somos agentes activos na felicidade de quem nos rodeia, por mais pequenina que seja a nossa influência. É também bom para nós conseguirmos criar estas pontes com quem nos rodeia, pois mesmo no meio de muita infelicidade termos assim pequenos momentos que podem abrilhantar os nossos dias e os de quem nos rodeiam.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Um doce para os meus doces


A malta lá de casa não é muito gulosa, mas aprecia umas determinadas doçarias. Uma delas é o meu bolo de iogurte. Daqueles mesmo básicos. Quando cheguei a casa ao final da tarde e percebi que o forno estava ligado para fazer lombinho de porco para o jantar não pensei duas vezes. Larguei tudo e fui a correr preparar o bolo para colocá-lo no forno para aproveitar o facto de estar ligado.

Assim saiu um bolo a meio da semana para surpresa de todos. E não é que foi uma óptima surpresa! Adoro quebrar a rotina com estas pequenas coisas. 



Este foi com raspas de laranja.



Secos/sólidos
4 embalagens de iogurte de farinha
3 embalagens de iogurte de açucar
1 colher de sobremesa de fermento
raspas de 1 limão ou de 1 laranja

Húmidos/líquidos
1 iogurte natural
1 embalagem de iogurte de óleo
1 chávena de leite
3 ovos

Na batedeira misturar todos os sólidos e depois juntar os líquidos. Bater tudo muito bem. Enquanto bate untar a forma com manteiga ou óleo e polvilhar com farinha. Verter a massa no sentido do relógio devagar para assegurar que a massa na forma fica uniforme. Levar ao forno ~170º no programa de bolos durante aproximadamente 35 a 40 mins ou até ficar com um tom dourado escuro. Costumo apagar o forno e semi-abrir a porta e deixar o bolo lá dentro durante uns 10 mins. Depois é tirar para fora, colocar num prato bonito. 

Eu costumo pôr os bolos num prato de pé alto, com tampa de vidro, no balcão que separa a cozinha da sala.

Nota: convém ter os líquidos à temperatura ambiente. A primeira coisa que faço quando começo a juntar os ingredientes é tirar o iogurte do frigorífico e passar os ovos por água morna para lhes tirar o frio do frigorífico e ficam na bancada para estarem à temperatura ambiente. Para o leite abro sempre uma embalagem da dispensa.



quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Da nossa hortazinha


Este ano tentamos novamente alargar o espectro das hortícolas cultivadas na nossa pequena horta.


Não sei se é muito visível nestas fotos, mas parece que estamos a brincar às hortazinhas, porque tudo é em tamanho mini.


São três repolhinhos. Três coraçõezinhos de boi. Quatro bróculozinhos. Uma mini alface.


Tudo mini, mini. Assim como quem cultiva uma hortazinha bonzai. 'inha de queridinha e fofinha.



Cette année nous avons essayé d'élargir le spectre des cultures horticoles dans notre petit potager.
Je ne sais pas si c'est très visible sur ces photos, mais on dirait qu'on joue aux petits jardins, car tout pousse en miniature.
Il y a trois petits choux pommé. Trois petits chou coeurs de bœuf. Quatre brocolis. Une mini laitue.
Tout mini, mini. Comme si l´on cultiverais un jardin de bonsaïs.



This year we tried to broaden the spectrum of horticultural that crops in our small vegetable garden.
I do not know if it is very visible in these photos, but it looks like we are playing small gardens, because everything grows in miniature.
There are three small cabbages. Three little pointed cabbages. Four little broccoli. A mini lettuce.
All mini, mini. As if we are cultivating a bonsai vegetable garden.



terça-feira, 16 de janeiro de 2018

O Boneco da estante #18



Mudança da última sexta-feira à noite. Acho que está relacionado com a antevisão do fim-de-semana e que a minha teoria do #17 (Click aqui!) se confirma. Não acham?

De vez em quando também volta a ter companhia.




Last Friday night change. I think it's related to the antecipation of the weekend and therefor my theory presented on the post # 17 (Click here!) is confirmed. Am I right or not?

From time to time he also has some company.






Changement en fin de journée de vendredi. Je pense que c'est lié à l'arrivé du week-end et que ma théorie du post # 17 (Cliquez ici!) ce confirme. Qu'en pensez vous?

De temps en temps, il a des visites.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Upgrade no maridão

Além de ser um óptimo cozinheiro, agora também iniciou uma "carreira" de padeiro.

A primeiro experiência promete!






Este foi feito no forno de casa. Já há promessas que os próximos serão no forno a lenha...


A vantagem deste pão, é que alguém de ser muito saboroso, mantém-se bom para comer durante vários dias.

sábado, 13 de janeiro de 2018

Era uma vez uma camisola /almofada aos torcidos

No ano passado fiz duas almofadas cinzas (ver aqui!) e gostei muito do resultado final. Há umas semanas vi umas almofadas muito giras de lã e caríssimas. Aquilo ficou a moer-me na cabeça, pois achei que ficariam mesmo a combinar com as cinzas. Nas férias de natal,  quando estava a fazer umas arrumações,  deparei-me com umas camisolas do F daqueles modelos anos 80 larguíssimas. Nunca as tinha dado, pois estavam praticamente como novas e eram giras, apesar de completamente fora de moda. Fez-se o clique. Uma das camisolas, num tom mostarda de torcidos era quase, quase igual a uma das tais almofadas. Bem, já podem adivinhar o resto...


Ups, esqueci-me de tirar uma foto à camisola... 


Não fica a combinar com as cinzas?


Gira, gira, gira! 

Só a fiz hoje porque andei a remoer se não deveria colocar um fecho. Decidi que não punha. E a camisola ganhou nova vida e eu uma nova almofada e não gastei mais de 20 eur.  

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Um encontro feliz

A Sónia é uma daquelas pessoas "luminosas" da minha vida. Conhecia-a há quase 12 anos quando me acompanhou num período muito feliz da minha vida - foi minha monitora de preparação para o parto do I. Três anos depois o I voltou a cruzar-se com ela quando sem saber ela passou a ser professora de natação na escola do I e calhou ser a professora dele. Como o nome dele é invulgar ela identificou-o logo. Foi tão bom ver a alegria dela por anos depois seguir o "seu" I, para quem falava quando ele ainda estava na minha barriga. Hoje cruzei-me com a Sónia que muito carinhosamente me desejou um bom ano e disse-me que queria me oferecer uma intenção para me acompanhar neste novo ano. Deu-me a escolher de um montinho a imagem que mais gostaria.

Escolhi esta:




No verso vinha então a intenção que me acompanhará em 2018:





Para não se estragar, como não tinha a minha mala comigo na altura, coloquei-o entre o telemóvel e a capa protectora do telemóvel. Gostei da ideia de o ver sempre ali à mão e por ora vai ficar por lá.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Uma lembrança de um passeio do H pelas Caldas da Rainha

O H teve uma visita de estudo pelas Caldas da Rainha que gostou bastante. O programa era bastante aliciante e eu própria fiquei com muita vontade de ir clandestinamente no autocarro com eles. Um dos locais que visitaram foi o Museu da Fábrica Bordallo Pinheiro. O H recebeu como recordação uma peça de cerâmica com o Zé Povinho que não queria guardar numa gaveta. ele queria colocá-la à vista. Fomos deixando o projecto para as férias e mesmo nos últimos dias lá pusemos mãos à obra. Estive a secundá-lo, mas ele é que fez tudo. Escolheu o papel e o sítio onde pendurar o quadro. 




Foi difícil conseguir uma foto decente E não dá para verem bem o papel castanho que tem um print em relevo a imitar pele.



H had a study visit through Caldas da Rainha that he liked a lot. The program was quite enticing and I was myself very eager to go clandestinely on the bus with them. One of the places they visited was the Bordallo Pinheiro Factory Museum. H received as a souvenir a piece of pottery with Zé Povinho that he did not want to keep it in a drawer. He wanted to put it at a place visible to eveybody . We left the project for the holidays and in the very last days we give it a go. I was near him, but he did it all the work and take all the decisions. He chose the paper and the place to hang it.

It was difficult to get a decent photo of it. Youare not able to see but the brown paper has a leather look like print.




H a eu une visite d'étude à Caldas da Rainha qu'il a beaucoup aimé . Le programme était très interessant et j'ai eu moi-même bien envie d'aller clandestinement dans le bus avec eux. L'un des endroits qu'ils ont visités fut le Musée Usine Bordallo Pinheiro. H a reçu en souvenir une pièce de poterie avec Zé Povinho qu'il ne voulait pas conserver dans un tiroir. Il voulais le mettre en évidence. Nous avons laisser le projet pour les vacances et même aux derniers jours nous nous sommes mis au travail. Je l'ai secondée, mais il a tout fait. Il a choisi le papier et l'endroit pour l'accrocher.


Il a été difficile d'obtenir une photo décente Et vous ne pouvez pas voir le papier marron qui a une impression en relief qui imite du cuir.

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

A vida a ensinar-me de forma muito subtil a relativizar

Não costumo reclamar e ser ingrata com o que a Vida me dá. Pelo contrário. Parece que logo que o faço (Ver aqui!) surge algo que me lembra que tudo é relativizável (pelo menos até agora sempre o foi). Ontem encontrei a G. que não via ao tempo e quando lhe desejei um Bom Ano me contou que desde 15 de Dezembro tem estado hospitalizada e que segundo lhe disseram foi por horas que não foi desta para melhor. Começou com vómitos fortes e foi para um hospital de renome na praça que após um primeiro diagnóstico de uma gastroenterite, a colocou a soro e somente após uma data de horas é que vendo que não parava de vomitar e estava cada vez pior lá decidiu fazer-lhe uma TAC ao abdómen na qual se descobriu que tinha líquido junto ao coração. Detectada a situação fizeram exames mais apurados e medicamentada mandaram-na para casa com indicação para baixa com repouso absoluto. E ela foi. A sorte dela foi ter notificado logo o patrão da baixa e este ter ficado tão preocupado com a situação que decidiu falar com um conhecido noutro hospital. Este último pediu para lhe serem enviados os exames na hora e perante os mesmo intimou-a a dirigir-se de urgência a outro hospital e a ser vista por um cardiologista que ele já teria alertado. Aí , internada nos Cuidados Intensivos, tiraram-lhe mais de 1 litro de líquido que se encontrava junto ao coração que, disseram-lhe, iria levar o coração a colapsar dentro de horas e a uma provável morte. Ainda está a ser seguida sem a situação resolvida. Desde ontem que estou a matutar no assunto. E digo-vos que isto relativiza completamente aquilo pelo que eu tenho andado a passar - ninharias - desde vintes de Dezembro. E sim, há horas de sorte... e médicos menos atentos.

O Boneco da estante #17

Só estou a postar agora, mas esta pose é do primeiro dia de aulas.


Não é visível na foto, mas o Boneco tem as as mãos contra o livro de Victoria Hislop intitulado "O regresso". 

Será que isto foi feito de propósito por ser o primeiro dia de aulas? É apenas coincidência? Humm... Como eu finjo que não vejo as alterações do Boneco não dá para questioná-lo. 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Mensagem a micróbios, bactérias, vírus e afins


Desde 20 de Dezembro que vou tendo gente doente lá por casa. Ora um, ora outro. Vem uma febre, acontece um vómito, dores no corpo, indisposições, ... Há sempre alguém estendido no sofá. Tenho um daqueles relógios que mede uma série de parâmetros, entre eles o sono profundo. A verdade é que nas noites em que "o" doente já parece estar melhor consigo ter valores bons de sono profundo e assim que surge "outro" doente, os meus valores de sono profundo caem a pique. Hoje acordei com dor de cabeça. Não sei se já é cansaço psicológico acumulado de tantas destas coisas, se é físico, se também eu estarei já a chocar alguma. Mas esta transição de ano não está a ser fácil. E manter o meu habitual good mood, à prova de qualquer adversidade, está a ser difícil. Micróbios, bactérias, vírus e afins, já chega! Deixem-nos lá em paz... vão à vossa vida para outras paragens e desamparem-nos a loja, por favor.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Tinha de pintar isto

Este sketching não foi feito no local (pois estávamos no passeio), mas gostei tanto da foto que acabou por resultar num "sketching de sofá", em substituição das minhas pinturas natalícias.


M e Pai passeando a Sushi

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Jogos velhos, guerras novas

Passa uma pessoa as férias todas a tentar que saiam da frente dos ecrãs (o que não ajudou estarem parte dos dias doentes e não termos podido tirá-los de casa) e no seu último dia de férias, quando eu já fui trabalhar, decidem dedicar-se ao Monopoly.


Ligaram-me,  muito contentes, a contar que estiveram 2h30 a jogar. Mais vale tarde do  que nunca. Nesta nova guerra contra o totalitarismo dos ecrãs, este velho jogo (acho que tem mais de 30 anos!) ganhou uns pontos e deixou-em muito orgulhosa desta iniciativa das minhas crias.


quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Desenhos e pinturas natalícios


Como prometido aqui está o post do minha aventura a desenhar e pintar postais, e envelopes.

Comecei por achar que iria fazer uns três postais e acabei por fazer oito postais tal foi o prazer que me trouxe esta actividade natalícia!

Este foi o primeiro postal que seguiu para os meus amigos Linda e Mike. 




Depois fiz este e gostei tanto que acabei por fazer um conjunto de quatro postais na mesma temática.





Este foi para a minha querida amiga Lena, que durante anos me enviou postais. Já soube que ficou delirante, o que me deu ainda mais vontade de repetir para o ano.





Entretanto vi este boneco de neve no Pinterest e inspirei-me para mais um postal. Foi tão rápido e ficou tão giro.


Adorei estes guizos, mas dos postais todos que fiz acho que é o menos conseguido. Para a próxima, pinto um postal só com os guizos.




Terminados estes postais tratei de recolher os endereços, que já é algo que raramente se tem... E comecei a escrever os envelopes. 

Depois de tanta cor nos postais, os envelopes pareciam-me algo sensaborões... Decidi animá-los um pouco..



Os desenhos deste não me parecem combinar muito bem, mas foi o início. Deu para perceber que o papel dos envelopes reage muito bem à aguarela.



Estes pinheiros ficaram adoráveis. 






Inspirada na sua grande amiga Miranda que é sopradora de vidro, à Jesus e ao Joop coube um postal com uns efeitos que parecem ser de vidro pendurados.



Este pareceu-me ser mesmo a cara do meu primo aviador e dos filhos que sonham em ser astronautas.





E o último postal, que entreguei em mãos.




Que pena que tenho de não enviar mais postais. Não sei se não faço já alguns para adiantar o trabalho para o próximo ano... hehehehe

Devido a ter os miúdos doentes na semana antes do Natal acabei por colocar a maioria das cartas apenas na semana a seguir ao Natal, mas penso que a maioria já os recebeu. Para o ano a ver se os envio mais cedo e acho que gostei tanto que vou alargar a minha lista. A vida só faz sentido se a preenchermos destes pequenos prazeres, para nós próprios e para quem faz parte da nossa vida. 





terça-feira, 26 de dezembro de 2017

O Boneco da estante #16


Temos umas mises en scène muito trabalhadas... Não sei se o Boneco da estante se escapa desta. Assim que possível (quando der na tela do I...) novas cenas serão divulgadas.